Curiosidades

Morre Sinéad O’Connor, a cantora irlandesa que emocionou o mundo com “Nothing Compares 2 U”

Quem foi Sinéad O’Connor?

Sinéad O’Connor foi uma cantora e ativista irlandesa que se tornou famosa mundialmente com a canção “Nothing Compares 2 U”, lançada em 1990. Ela também se destacou por sua voz única, seu estilo rebelde e suas posições polêmicas sobre temas como religião, direitos humanos e saúde mental.

Nascida em Dublin, em 1966, Sinéad O’Connor teve uma infância difícil, marcada por abusos e violência doméstica. Ela começou a cantar na adolescência e lançou seu primeiro álbum, “The Lion and the Cobra”, em 1987, recebendo elogios da crítica e do público.

Seu segundo álbum, “I Do Not Want What I Haven’t Got”, foi um sucesso estrondoso, vendendo mais de sete milhões de cópias no mundo todo. A faixa principal, “Nothing Compares 2 U”, uma versão de uma música escrita por Prince, foi número um em vários países e rendeu a Sinéad O’Connor vários prêmios, como o Grammy, o Brit Awards e o MTV Video Music Awards.

Sinéad O’Connor lançou mais oito álbuns de estúdio entre 1992 e 2014, explorando diferentes gêneros musicais, como pop, rock, folk e reggae. Ela também colaborou com vários artistas, como Peter Gabriel, U2, Massive Attack e Moby.

Por que Sinéad O’Connor foi polêmica?

Sinéad O’Connor não se limitou a fazer música. Ela também usou sua voz e sua fama para expressar suas opiniões e convicções sobre diversos assuntos, muitas vezes gerando controvérsia e reação.

Uma das polêmicas mais marcantes de sua carreira ocorreu em 1992, quando ela rasgou uma foto do Papa João Paulo II ao vivo no programa Saturday Night Live, como forma de protesto contra os abusos sexuais cometidos por padres católicos. A atitude de Sinéad O’Connor causou indignação nos Estados Unidos e em outros países, levando a boicotes e ameaças à cantora.

Sinéad O’Connor também se envolveu em outras polêmicas ao longo dos anos, como quando se declarou bissexual, quando se ordenou sacerdotisa de uma igreja dissidente da Igreja Católica, quando criticou artistas como Madonna e Bob Dylan, quando apoiou o IRA (Exército Republicano Irlandês), quando se converteu ao islamismo e quando mudou seu nome várias vezes.

Como foi a vida pessoal de Sinéad O’Connor?

Sinéad O’Connor teve uma vida pessoal turbulenta, marcada por relacionamentos conturbadosproblemas de saúde e tentativas de suicídio.

Ela se casou quatro vezes e teve quatro filhos: Jake (nascido em 1987), Roisin (nascida em 1995), Shane (nascido em 2004) e Yeshua (nascido em 2006). Ela também teve relacionamentos com outros artistas, como Peter Gabriel e John Waters.

Ela sofria de transtorno bipolar, diagnosticado em 2003, e de fibromialgia, uma doença crônica que causa dor generalizada no corpo. Ela também revelou ter sido vítima de abuso sexual na infância e na adolescência.

Ela tentou se suicidar várias vezes ao longo da vida, sendo a última vez em julho de 2023. Ela foi encontrada morta em sua casa na Irlanda, aos 56 anos. A causa da morte não foi divulgada oficialmente.

Qual é o legado de Sinéad O’Connor?

legado de Sinéad O’Connor

Sinéad O’Connor deixou um legado musical e social que influenciou várias gerações de artistas e ativistas. Ela foi considerada uma das maiores cantoras irlandesas de todos os tempos, com uma voz poderosa e expressiva, que transmitia emoção e autenticidade.

Ela também foi uma das primeiras artistas a se posicionar publicamente sobre temas delicados e controversos, como abuso sexual, violência doméstica, direitos das mulheres, direitos LGBT, racismo, colonialismo e religião. Ela foi admirada por sua coragem e sua integridade, mas também criticada por sua rebeldia e sua inconformidade.

Ela recebeu vários prêmios e homenagens ao longo da carreira, como o Grammy, o Brit Awards, o MTV Video Music Awards, o World Music Awards e o Irish Music Awards. Ela também foi indicada ao Oscar de melhor canção original em 1994 pela música “You Made Me the Thief of Your Heart”, do filme “In the Name of the Father”.

Ela publicou sua autobiografia, “Rememberings”, em 2021, na qual contou detalhes de sua vida pessoal e profissional. O livro foi um sucesso de vendas e de crítica.

Ela foi homenageada por vários artistas e personalidades após sua morte, como Bono, Madonna, Sting, Miley Cyrus, Ed Sheeran, Billie Eilish, Elton John, Barack Obama e o Papa Francisco.

Ela foi descrita como uma “lenda”, uma “ícone”, uma “guerreira”, uma “inspiração” e uma “heroína” por seus fãs e admiradores.

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